VINICOLA GUASPARI: ENOLOGIA BRASILEIRA

Inaugurada em 2006, a vinícola, que se localiza no interior de São Paulo produz vinhos autênticos brasileiros com métodos modernos e pioneiros no país.



No interior de São Paulo, mais precisamente na cidade de Espírito Santo do Pinhal, está localizada a Vinícola Guaspari, idealizada por Marina Guaspari e que se tornou conhecida por cultivar e produzir vinhos próprios em um modo de produção até então inédita no país.


Aberto para visitantes, a área dispõem de plantações de uvas, oliveiras e macadâmia, mas fica por conta do vinho o seu sucesso.


A duas horas da cidade de São Paulo, a vinícola dispõem de uma arquitetura florida e ambiente típico europeu, dando um ar de tranquilidade para usufruir do que já de melhor para apreciar seus produtos.


Muito procurada por turistas, que queiram dar uma saída rápida e procurar sossego, precisa fazer reserva para ir, com dois horários de visita guiada em grupo, sendo as 09:30 e 14:30, podendo optar por uma visita individual (privativo).


O pacote privativo custa 300 reais por pessoa e em grupo, 200 reais, também por pessoa.


Como a reserva acabou acontecendo as pressas, a partir de uma desistência, ficamos com o tour em grupo, que já estava se iniciando quando chegamos, as 10:00 da manhã depois de 2 horas de viagem.


Na portaria, ainda no carro foi dado as pulseiras de identificação, já que no dia, haveria os dois grupos dos dois horários destinados para visitação.



Chegando, se entra na sala de estar da casa, onde o grupo que íamos participar ja estava começando o tour.


O passeio se consiste em três etapas, sendo a primeira, assistir a um video sobre a vinícola, onde é contado toda a história, as plantações que lá existem, além dos processos de produção dos vinhos feitos no local.


Há também incluso, visita as oliveiras e as uvas, colheita, conhecer os processos de produção dos vinhos tintos e brancos, os barris de armazenamento, degustação com frios incluídos, terminando com um almoço de menu idealizado pela Chef Janaina Rueda, dona da casa porco bar, eleito no começo do mês o sétimo melhor restaurante do mundo pelo guia Michelin, um dos mais renomados e respeitada guias de gastronomia e avaliação do ramo no mundo.



COLHEITA:


Na parte da colheita, os visitantes vão até as parreiras das plantações em uma área mais alta e ensolarada e depois da explicação do guia que acompanha o grupo e trabalha na parte dos passeios explica toda a parte das uvas e dos vinhos que se originam dos cachos, recolhemos de 8 a 10 cachos de uva maduras da linha vista e colocamos no cesto para depois ser usado na produção de vinhos de uvas Shirat e Merlot.


As uvas que apresentava mais murchas são deixadas para depois amarelarem e serem usada para produção e vinhos da linha Carbene Sauvignon, com aspecto mais frutado e com menor concentração de açúcar.


Geralmente a colheita é feita no mês de Setembro e acontece quando a uva começa a mudar a coloração.





ARMAZENAMENTO E PRODUÇÃO:


Terminada a parte de coleta e entender como funciona a seleção das uvas para a produção local, descemos até os galpões onde ficam as maquinas de produção dos vinhos importadas da Itália e os barris em que são armazenados.


Na primeira parte as uvas são mastreadas até a saída do suco e com isso elas ficam de 7 a 14 meses conservadas em carvalhos, que são os barrils, até estarem prontas para o consumo e retirada todo o açúcar, conservando assim o álcool que faz parte do vinho, balanceando a proporção do chamado teor alcoólico que é diferente para cada tipo de uva.


Os barris são distintos para cada tipo de vinho, sendo os maiores para os tintos e os menores para os brancos, a fim de ter mais entrada de ar e concentrar mais e menos álcool respectivamente em cada um dos tipos de uvas.


Os únicos vinhos que não passam pelos carvalhos franceses são os originários da uva Sauvignon Blanc e Terroir, pois não há balanceamento de teor alcoólico para ser feito.





Ainda no processo de produção, vimos uma mini adega onde os vinhos que são consumidos pelos visitantes são armazenados onde somente quem trabalha na vinícola pode pegar.




O cheiro de álcool é impregnaste nos galpões, já que é a parte onde é feita a maturação e uma quantidade especifica de álcool é evaporada para balancear o teor alcoólico do vinho a ser fabricado.


Esse modo de produção, até então inédito no Brasil é chamado de dupla poda, com barris de concreto, onde os vinhos tintos ficam armazenados por até 29 meses antes de ser consumido.


DEGUSTAÇÃO:


Logo depois de visitarmos o galpão, as maquinas e a adega própria da vinícola, fomos para a parte que muito dos turistas gostam e nós do blog também gostamos que é degustação.


Em uma grande mesa compartilhada, fomos acomodados com quatro taças de vinhos com um cálice pequeno em cada uma delas, sendo dois tintos e dois brancos, todos eles produzidos na própria vinícola.


Junto as taças, haviam marcadores de altura das parreiras que vinham as uvas para produção da bebida, além dos tipos de uva e os rótulos dos vinhos.


Da esquerda para a direita, começamos a experimentar os vinhos, sendo o primeiro a ser degustado foi o Vista do Lago (safra 2018), da uva Chardonnay, considerado em 2020, um dos melhores Chardonnays do mundo.


Na segunda rodada foi a vez do vinho Vista do Bosque (safra 2018), da uva VG. Ambos os vinhos são cultivados a 1.100 metros de altura.





Na vez dos vinhos tintos, experimentamos primeiro o Vista da Serra (2018), da uva Siha, cultivado a 1.300 metros de altura e onde se recebe maior ensolarado, logo também será mais frutado.


Em segundo, degustamos o Vista da Mata (2018), da uva CF/CS. Bem amargo.



Para terminar, comi duas fatias de pão para enganar o estômago.


ALMOÇO:


Em seguida fomos para o almoço, onde experimentamos um menu totalmente regional e autoral da chef Janaina Rueda, dona da casa do porco bar em São Paulo.


Antes de iniciar o almoço, ficamos em um bonito jardim com flores e vista, onde foi oferecido croquetes que fazem parte do cardápio da casa do porco bar, que foi de carne de porco moida e espinafre.


O de carne estava sem tempero e o de espinafre estava cremoso e saboroso. Dois extremos.


Depois de uma longa espera e tomando um vinho rosê, fomos chamados para sentar á mesa.



Para começar, embutidos de porco servido com pães variados servidos em cima do fogão de ferro.


O serviço foi igual de buffer a kilo, podendo repetir.



De principal, o prato era carne de porco assada, com legumes e quirera de milho, receita típica de Minas Gerais.


Carne macia, que dava para cortar só com garfo e suculência do caldo do cozimento.


Legumes deliciosos e crocantes, valorizando muito as cores.


Quirera bem feita, porém com pouco sal.




Ainda tinha a farofa que estava diferente, pois estava mais farinhenta.


Como sobremesa foi servido brigadeiro caseiro e espuma de coco com baba de moça.


Espuma cremosa e deliciosa, com açúcar na medida certa. A baba de moca estava bom, bem feito, porém um pouco pesado.


Brigadeiro bem caseiro tipico brasileiro.




Para finalizar, tomei um café coado, também típico brasileiro, quente e que combina com o ambiente.



Depois nos sentamos no sofá que tinha na sala da casa para fazer a digestão e passar o efeito do álcool.


Logo que descansamos, fomos a loja de vinhos e frios para comprar garrafas.



Compramos vários rótulos, todos que foram servido na degustação e o que eu mais apreciei foi o Vista Da Terra, da uva Shirat.




Ainda tomamos mais um café, porém não consegui tomar por estar cheio do almoço.


Pegamos a caixa de vinho e fomos para a cidade, onde nos hospedamos no hotel Pinhal Palace.





Como balanço geral dessa experiência, é uma boa ideia para quem gosta de vinho e não queira gastar muito, nem viajar muito longe.


É sobretudo uma oportunidade para conhecer a nacionalidade brasileira dos vinhos, pouco explorada pelos enólogos e especialistas em vinho e gastronomia e que não ha muita diferença de qualidade para vinhos europeu, sobretudo italianos e franceses.




INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:


HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:


TODOS OS DIAS DAS 09:00 ÁS 18:00


ENDEREÇO:


Rua Pedro Ferrari, 300 - Espirito Santo do Pinhal - SP


WEBSITE:


https://loja.vinicolaguaspari.com.br


REDES SOCIAIS:


https://www.instagram.com/vinicolaguaspari/


















































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